Make It Thrive

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MAKE IT THRIVE

O Projeto Make It Thrive pretende capacitar os professores para a abordagem de questões de saúde mental nas escolas, e contribuir para o desenvolvimento das suas competências, para que possam lidar com estas questões e assegurar que todos têm as mesmas oportunidades de acesso ao apoio psicológico, o que por sua vez, resultará num ambiente escolar saudável e mais seguro, que favorecerá o sucesso escolar e pessoal.

Se a saúde mental das crianças e adolescentes era já um desafio antes da pandemia, esta, ao conduzir a várias mudanças nas rotinas, particularmente em termos da educação e lazer, acentuou esta realidade.

Ainda que muitas mais crianças e adolescentes sejam afetados (ou é provável que venham a ser) por ansiedade, depressão, isolamento, ou outras problemáticas no âmbito da saúde mental, muitos reportaram que não entendem o estado da própria saúde mental (ou sentem-se incompreendidos ou estigmatizados pelos outros). Também referiram que as escolas são o primeiro contexto onde preferem procurar ajuda, mas que frequentemente não sabem como fazê-lo ou sentem que as escolas, geralmente, não têm informações claras acerca sobre estas questões e como podem obter ajuda (Mind Report, 2021).

PORTUGAL

O estudo “Health Behaviour in School-aged Children” (HBSC) DE 2021/22 demonstrou um declínio na saúde mental e no bem-estar dos adolescentes portugueses, comparativamente com o inquérito de 2018 (HBSC, 2023). O sentimento de infelicidade cresceu de 18,3% para 27,7%, enquanto os sentimentos diários de tristeza, ao ponto de os indivíduos não conseguirem lidar com a situação, aumentaram de 5,9% para 8,7%. As crianças e adolescentes também referiram uma maior perceção negativa sobre o apoio familiar e escolar, bem como a diminuição da facilidade de comunicação com os pais e sentimentos mais negativos sobre a escola.

ITÁLIA

Em Itália, um em cada cinco alunos inquiridos no âmbito de um estudo de 2021 reportaram sintomas relacionados com problemáticas de saúde mental, com as raprigas a representarem uma proporção de mais do dobro da dos rapazes (28,7% vs. 10,4%, respetivamente, registaram sintomas depressivos) (Donato, F., et. al., 2021). Outro estudo realizado em 2022 revelou que o grupo etário entre os 14-24 anos foi aquele no qual mais jovens haviam sido diagnosticados com problemas relacionados com a saúde mental, com uma taxa de incidência de 39%.

GRÉCIA

Na Grécia, os problemas de saúde mental dos jovens têm tido uma grande expressão, tanto antes da pandemia da Covid-19 como depois, com dados que indicam que 15,2% das crianças entre os 5-14 anos sentem ansiedade, nervosismo ou preocupação pelo menos uma vez por semana (European Commission, 2023). De acordo com o Institute for Health Metrics and Evaluation, a Grécia é o país com a mais alta prevalência de depressão e, tal como Portugal e Itália, têm menos de 20 psicólogos por 100.000 habitantes, o recomendado pelos especialistas.

Antes da pandemia da Covid-19, um número crescente e desporporcional de adolescentes chegava à idade adulta com problemas de saúde mental, com 16,3% dos adolescentes entre os 10-19 anos a debaterem-se com problemas neste âmbito (WHO, 2023). As evidências atuais sugerem que estes números duplicaram depois da pandemia e que 64% do total de jovens estão atualmente em risco de depressão. Considerando esta informação, e observando os dados referentes aos países que integram este consórcio - Grécia, Itália e Portugal -, compreende-se a pertinência deste projeto nos mesmos.
0
%
dos adolescentes entre os 10 e 19 anos têm problemas no âmbito da saúde mental
0
%
dos jovens encontram-se em risco de depressão
Os dados apresentados são precoupantes e mostram que há uma necessidade crescente de lidar com este problema para inverter os números apresentados. Contudo, esta situação resulta de uma série de fatores e necessidades que, através do Projeto Make It Thrive, se pretende abordar e, se possível, resolver:

Desenvolver recursos que facilitem a formação dos educadores em saúde mental e permitam que estes possam abordar estas questões e lidar com elas em contexto escolar (necessidade primária).

Criar um plano para o
bem-estar
nas escolas ou um
guia de
apoio aos professores
(necessidade primária).

Dar mais atenção
à saúde mental
dos jovens,
com foco na
prevenção
(necessidade secundária).

Contribuir para a redução dos casos de perturbações de saúde
mental que afetam crianças e adolescentes
(necessidade secundária).

Aumentar a preparação dos professores e outros agentes educativos e promover uma melhor articulação entre as escolas e os serviços de saúde mental (impactos indiretos).